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	<title>for the price of a cup of tea</title>
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		<title>2012.</title>
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		<pubDate>Thu, 01 Sep 2011 21:08:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Juliana França</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[Então tá, eu vou falar: faltava leveza, era isso. E agora, aqui, com todas essas caixas em volta, eu só penso nas cores desconexas que rodeiam a minha cabeça diariamente. E quando coloco o fone de ouvido é até perigoso, porque me perco, me desconecto do mundo, que, claro, não faz nenhum sentido. Mais uma [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=hidraloe.wordpress.com&amp;blog=1840020&amp;post=217&amp;subd=hidraloe&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Então tá, eu vou falar: faltava leveza, era isso. E agora, aqui, com todas essas caixas em volta, eu só penso nas cores desconexas que rodeiam a minha cabeça diariamente. E quando coloco o fone de ouvido é até perigoso, porque me perco, me desconecto do mundo, que, claro, não faz nenhum sentido.</p>
<p>Mais uma mudança para temperar ainda mais o ano que só está na metade. E eu rezando pra ele acabar logo, ou não. Foram tantas, em tantos sentidos e em tão pouco tempo, que ainda me sinto nauseada com a maré. Sabia que coisa boa não podia vir daquela onda que me carregou quando ofereci a oferenda à Iemanjá no início do ano. Sim, ela me afogou, numa tentativa de dizer: “Se segura, minha filha, que isso é só o começo!” Devia ter acendido uma vela, jogado mais flores no barco, bebido menos e não ter vomitado. Mas aconteceu, e ai?</p>
<p>E, novamente, a vida muda o caminho. Apaga tudo o que estava pré-planejado para me testar mais uma vez. Os astros dizem que tudo está tomando seu eixo agora. Ainda não fui em nenhum terreiro consultar o que pensa Iemanjá sobre isso. Mas na próxima virada de ano só sei de uma coisa: nada de oferendas. Aproveitei a onda de mudanças e também mudei as minhas crenças. E que venha o fim do mundo!</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/hidraloe.wordpress.com/217/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/hidraloe.wordpress.com/217/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/hidraloe.wordpress.com/217/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/hidraloe.wordpress.com/217/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/hidraloe.wordpress.com/217/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/hidraloe.wordpress.com/217/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/hidraloe.wordpress.com/217/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/hidraloe.wordpress.com/217/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/hidraloe.wordpress.com/217/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/hidraloe.wordpress.com/217/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/hidraloe.wordpress.com/217/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/hidraloe.wordpress.com/217/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/hidraloe.wordpress.com/217/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/hidraloe.wordpress.com/217/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=hidraloe.wordpress.com&amp;blog=1840020&amp;post=217&amp;subd=hidraloe&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Subjetivo.</title>
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		<pubDate>Tue, 10 May 2011 03:25:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Juliana França</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[Todos os dias eu acordo e digo pra mim mesma: “Calma, tudo vai dar certo.” Abrir os olhos não é tarefa fácil, apesar de que os meus sonhos nunca são os mais confortáveis de se ter. Muitas vezes eu tenho a sensação de que estou vivendo num hiato, contando os dias para esse capítulo acabar. [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=hidraloe.wordpress.com&amp;blog=1840020&amp;post=211&amp;subd=hidraloe&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:center;"><a href="http://hidraloe.files.wordpress.com/2011/05/tumblr_lk2iqbww3r1qebubko1_500.jpg"><img class="size-medium wp-image-213 aligncenter" title="Subjetivo." src="http://hidraloe.files.wordpress.com/2011/05/tumblr_lk2iqbww3r1qebubko1_500.jpg?w=300&#038;h=199" alt="" width="300" height="199" /></a></p>
<p>Todos os dias eu acordo e digo pra mim mesma: “Calma, tudo vai dar certo.” Abrir os olhos não é tarefa fácil, apesar de que os meus sonhos nunca são os mais confortáveis de se ter. Muitas vezes eu tenho a sensação de que estou vivendo num hiato, contando os dias para esse capítulo acabar.</p>
<p>Eu fui vendida, por acaso, ao Diabo*. E sinto que tive que cortar as minhas mãos para ser recebida, mesmo que o meu pranto gritasse que não. Foram anos de aprisionamento, até que um dia eu me vi liberta. E uma vez livre, não sabia muito bem o que fazer. Aos poucos, reconhecendo a minha essência, percebi que as mãos podiam, novamente, nascer. Mas elas não nascem de uma hora pra outra, demanda um tempo, paciência.</p>
<p>É tão bom saber que os meus textos são meus e que agora eu posso terminar os períodos quando eu bem entender. Usar vírgula, ponto e exclamação quando eu quiser. Ser livre tem seu preço, e o grande preço que eu pago, agora, é o medo. Porque, afinal de contas, existe a lembrança da (auto)punição.</p>
<p>Eu imagino como deve se sentir um presidiário quando sai da cadeia, talvez até depressivo ele fique. Como se adaptar à nova rotina? É por isso que mulher de bêbado prefere apanhar ao fugir de casa? O novo às vezes assusta. E traz consigo um sentimento de incapacidade. Será que eu sou capaz de enfrentar isso? E é sim difícil acreditar que existem pessoas que acreditam em você.</p>
<p>Liberdade. Poder ir e vir, falar o que bem entender, escrever sem medo. Assusta. Assusta porque é novo, mas o novo, com o tempo, vira rotina e você se acostuma. Se aperfeiçoa. Não dá pra ser a melhor sempre, mas dá pra evoluir. Dá pra aprender, com tempo e paciência. E dá pra criar novas mãos, mais fortes e determinadas, longe de tudo o que te oprime.</p>
<p><em>*Inspirado no conto A Donzela Sem Mãos, do livro “As Mulheres que Correm com os Lobos – Mitos e Arquétipos da Mulher Selvagem”, de Clarissa Pinkola Estés.</em></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/hidraloe.wordpress.com/211/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/hidraloe.wordpress.com/211/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/hidraloe.wordpress.com/211/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/hidraloe.wordpress.com/211/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/hidraloe.wordpress.com/211/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/hidraloe.wordpress.com/211/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/hidraloe.wordpress.com/211/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/hidraloe.wordpress.com/211/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/hidraloe.wordpress.com/211/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/hidraloe.wordpress.com/211/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/hidraloe.wordpress.com/211/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/hidraloe.wordpress.com/211/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/hidraloe.wordpress.com/211/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/hidraloe.wordpress.com/211/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=hidraloe.wordpress.com&amp;blog=1840020&amp;post=211&amp;subd=hidraloe&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Saiu para comprar cigarros e nunca mais voltou.</title>
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		<pubDate>Wed, 04 May 2011 00:55:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Juliana França</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[Sábado de manhã, acordo com aquela dor de cabeça típica de ressaca e exageros da noite anterior. Olho pro lado e vejo uma mulher. Cabelos lisos, longos, franja. Pele branca, boca quase vermelha de tão corada, tatuagem no braço. Ela dormia um sono profundo, parecia bem bonita, apesar de estar com a minha camiseta toda [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=hidraloe.wordpress.com&amp;blog=1840020&amp;post=206&amp;subd=hidraloe&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Sábado de manhã, acordo com aquela dor de cabeça típica de ressaca e exageros da noite anterior. Olho pro lado e vejo uma mulher. Cabelos lisos, longos, franja. Pele branca, boca quase vermelha de tão corada, tatuagem no braço. Ela dormia um sono profundo, parecia bem bonita, apesar de estar com a minha camiseta toda amassada. Levantei sem fazer barulho, fui até a cozinha pegar um copo de água e procurar uma aspirina. A casa estava uma zona, parecia que um furacão tinha passado por ali. A bolsa dela em cima da máquina de lavar roupa, minha calça no chão do quartinho de empregada, nossos sapatos e roupas pela sala e cozinha. “É, a noite deve ter sido boa, pena que não me lembro de nada.” Pensei comigo mesmo. “E o nome dela, qual será?” Eu sequer conseguia me lembrar como a conheci e muito menos como conseguimos chegar em casa. A chave do carro estava em cima da mesa da TV, eu tinha vindo dirigindo.</p>
<p>Tomo minha aspirina, com os olhos ainda meio entreabertos por causa da claridade. Tinha que colocar uma persiana com urgência na sala. Precisava de um cigarro, maldito vício. Óculos escuros, janela e meu maço de cigarros. Belo café da manhã para um sábado ensolarado. Como era mesmo o nome dela? Eu simplesmente não conseguia me lembrar e novamente ia passar aquela vergonha típica dos dias seguintes.  Ela ia acordar, eu ia trocar 3 palavras e inventar uma desculpa falando que tinha que sair. Essa nunca falhava. A pior coisa é passar o fim de semana com uma mulher carente, que você mal conhece e acaba acolhendo por falta de coragem de expulsá-la de casa. Já fiz muito isso na vida, não faço mais.</p>
<p>Depois de 2 cigarros entro no quarto, ela continuava na mesma posição. Fui tomar uma ducha. Quando estava no meio do banho, escutei um barulho. A porta se abriu e ela entrou. Se olhou no espelho, esfregou um pouco de pasta dental nos dentes com o dedo, tirou a camiseta e entrou na ducha comigo.</p>
<p>- Bom dia. – Ela disse sem nenhum sorriso ou demonstração de afeto.</p>
<p>- Bom dia. – Eu respondi, sem saber muito o que dizer para continuar a conversa. Confesso que me senti um pouco invadido. Já não bastasse estar na minha casa, ela ainda fazia questão de atrapalhar o meu banho.</p>
<p>- Muito boa a sua cama. Gostei.</p>
<p>- É aquele colchão que se adapta ao corpo, sabe?</p>
<p>- Sei. Dizem que são caríssimos.</p>
<p>- É, de fato custou uma nota.</p>
<p>- Você não ta com fome? Eu to morrendo de vontade de comer frango assado, daqueles de padaria.</p>
<p>Não pude acreditar. Frango assado era simplesmente a minha comida favorita. Dei um abraço nela, assim, de repente, que ela nem conseguiu retribuir. Saí do banho, joguei uma toalha pra ela e disse:</p>
<p>- Se veste aí. Sei de um lugar ótimo aqui perto.</p>
<p>Essa, sem dúvida, foi uma das melhores tardes dos últimos tempos. Comemos frango assado como se o mundo fosse acabar no dia seguinte, rimos como duas crianças e fumamos como dois adultos mega viciados em nicotina. Ela era divertida e interessante, tinha um sorriso um pouco misterioso e já depois de horas de papo ela me perguntou:</p>
<p>- Mas escuta aqui, qual é mesmo o seu nome?</p>
<p>- Você jura que não sabe?</p>
<p>- Não sei o seu tanto quanto você não sabe o meu. Pode me chamar de Alice.</p>
<p>- Então me chama de Marcelo.</p>
<p>Há tempos não me apaixonava por ninguém. Sempre fiz o tipo durão, daqueles que não se entrega e me vi babando, revirando meus vinis para mostrar pra ela aquela música fantástica, enquanto ela dançava desajeitada, tropeçando no tapete. Parecia que, finalmente, o cupido tinha cumprido bem a sua tarefa. Frango assado, cigarros, aspirinas e chocolate. Até senti vontade de amar de novo, depois de tanto tempo.</p>
<p>- Me dá outro cigarro?</p>
<p>- Putz, acho que acabou. Olha ali na gaveta, perto da minha carteira.</p>
<p>- É, parece que acabou mesmo. Mas a padaria ainda tá aberta, né?</p>
<p>- Ah, sim. Quer ir lá comprar? Eu vou com você.</p>
<p>- Não precisa, é aqui ao lado. Fica aí e escolhe a próxima música pra eu adivinhar qual é.</p>
<p>E com um sorriso meigo no rosto, pegou a bolsa e saiu. Eu prontamente escolhi uma música que tinha certeza que ela não ia saber qual era, mas iria adorar. Fui até a cozinha, abri um vinho, enchi duas taças, deixei a porta semi-aberta e fiquei sentado no sofá com o controle do som na mão, só esperando escutar o barulho do elevador pra dar o play. Queria que ela entrasse em casa com o som da música.</p>
<p>Esperei 10 minutos, e nada. Imaginei que ela tivesse resolvido comprar mais algumas coisas. Talvez algo pra comer&#8230; Esperei meia hora, duas, três. Esperei a noite toda pelo momento em que eu iria abraçá-la e convidá-la pra uma dança, ao som da minha música preferida. Mas ela nunca mais voltou.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/hidraloe.wordpress.com/206/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/hidraloe.wordpress.com/206/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/hidraloe.wordpress.com/206/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/hidraloe.wordpress.com/206/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/hidraloe.wordpress.com/206/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/hidraloe.wordpress.com/206/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/hidraloe.wordpress.com/206/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/hidraloe.wordpress.com/206/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/hidraloe.wordpress.com/206/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/hidraloe.wordpress.com/206/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/hidraloe.wordpress.com/206/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/hidraloe.wordpress.com/206/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/hidraloe.wordpress.com/206/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/hidraloe.wordpress.com/206/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=hidraloe.wordpress.com&amp;blog=1840020&amp;post=206&amp;subd=hidraloe&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>Tu tens um medo.</title>
		<link>http://hidraloe.wordpress.com/2011/04/26/tu-tens-um-medo/</link>
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		<pubDate>Tue, 26 Apr 2011 02:49:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Juliana França</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[Acabar. Não vês que acabas todo o dia. Que morres no amor. Na tristeza. Na dúvida. No desejo. Que te renovas todo dia. No amor. Na tristeza Na dúvida. No desejo. Que és sempre outro. Que és sempre o mesmo. Que morrerás por idades imensas. Até não teres medo de morrer. E então serás eterno. [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=hidraloe.wordpress.com&amp;blog=1840020&amp;post=204&amp;subd=hidraloe&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Acabar.</p>
<p>Não vês que acabas todo o dia.</p>
<p>Que morres no amor.</p>
<p>Na tristeza.</p>
<p>Na dúvida.</p>
<p>No desejo.</p>
<p>Que te renovas todo dia.</p>
<p>No amor.</p>
<p>Na tristeza</p>
<p>Na dúvida.</p>
<p>No desejo.</p>
<p>Que és sempre outro.</p>
<p>Que és sempre o mesmo.</p>
<p>Que morrerás por idades imensas.</p>
<p>Até não teres medo de morrer.</p>
<p>E então serás eterno.</p>
<p>Não ames como os homens amam.</p>
<p>Não ames com amor.</p>
<p>Ama sem amor.</p>
<p>Ama sem querer.</p>
<p>Ama sem sentir.</p>
<p>Ama como se fosses outro.</p>
<p>Como se fosses amar.</p>
<p>Sem esperar.</p>
<p>Tão separado do que ama, em ti,</p>
<p>Que não te inquiete</p>
<p>Se o amor leva à felicidade,</p>
<p>Se leva à morte,</p>
<p>Se leva a algum destino.</p>
<p>Se te leva.</p>
<p>E se vai, ele mesmo&#8230;</p>
<p>Não faças de ti</p>
<p>Um sonho a realizar.</p>
<p>Vai.</p>
<p>Sem caminho marcado.</p>
<p>Tu és o de todos os caminhos.</p>
<p>Sê apenas uma presença.</p>
<p>Invisível presença silenciosa.</p>
<p>Todas as coisas esperam a luz,</p>
<p>Sem dizerem que a esperam.</p>
<p>Sem saberem que existe.</p>
<p>Todas as coisas esperarão por ti,</p>
<p>Sem te falarem.</p>
<p>Sem lhes falares.</p>
<p>Sê o que renuncia</p>
<p>Altamente:</p>
<p>Sem tristeza da tua renúncia!</p>
<p>Sem orgulho da tua renúncia!</p>
<p>Abre as tuas mãos sobre o infinito.</p>
<p>E não deixes ficar de ti</p>
<p>Nem esse último gesto!</p>
<p>O que tu viste amargo,</p>
<p>Doloroso,</p>
<p>Difícil,</p>
<p>O que tu viste inútil</p>
<p>Foi o que viram os teus olhos</p>
<p>Humanos,</p>
<p>Esquecidos&#8230;</p>
<p>Enganados&#8230;</p>
<p>No momento da tua renúncia</p>
<p>Estende sobre a vida</p>
<p>Os teus olhos</p>
<p>E tu verás o que vias:</p>
<p>Mas tu verás melhor&#8230;</p>
<p>&#8230; E tudo que era efêmero</p>
<p>se desfez.</p>
<p>E ficaste só tu, que é eterno.</p>
<p><em>Cecília Meireles</em></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/hidraloe.wordpress.com/204/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/hidraloe.wordpress.com/204/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/hidraloe.wordpress.com/204/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/hidraloe.wordpress.com/204/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/hidraloe.wordpress.com/204/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/hidraloe.wordpress.com/204/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/hidraloe.wordpress.com/204/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/hidraloe.wordpress.com/204/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/hidraloe.wordpress.com/204/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/hidraloe.wordpress.com/204/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/hidraloe.wordpress.com/204/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/hidraloe.wordpress.com/204/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/hidraloe.wordpress.com/204/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/hidraloe.wordpress.com/204/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=hidraloe.wordpress.com&amp;blog=1840020&amp;post=204&amp;subd=hidraloe&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Sobre felicidade, canas, lajes, astrologia e auto-ajuda.</title>
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		<pubDate>Tue, 29 Jun 2010 02:08:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Juliana França</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[Sabe, durante muito tempo eu sofri por não conseguir acreditar na minha intuição. E durante muito tempo eu me perguntei o porquê de muitas vezes não ser capaz de aceitar certos conselhos. Não que eu sempre tivesse razão, mas as pessoas são diferentes e, por serem diferentes, pensam também de forma diferente. Não acredito em [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=hidraloe.wordpress.com&amp;blog=1840020&amp;post=200&amp;subd=hidraloe&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Sabe, durante muito tempo eu sofri por não conseguir acreditar na minha intuição. E durante muito tempo eu me perguntei o porquê de muitas vezes não ser capaz de aceitar certos conselhos. Não que eu sempre tivesse razão, mas as pessoas são diferentes e, por serem diferentes, pensam também de forma diferente. Não acredito em padrões, muito menos em senso comum. Esse tipo de coisa não funciona comigo. Eu sou a exceção de toda e qualquer regra, o que muitas vezes me dá o apelido de maluca, egocêntrica e coisas do gênero. Não me importo.</p>
<p>Depois que comecei a estudar astrologia, fiquei pior. Pior no sentido de que agora eu começo a ver mais claramente coisas que antes eu me questionava muito. Por que os livros de auto-ajuda juram que têm a solução pra tudo? Claro, é muito mais fácil seguir um padrão de comportamento do que analisar todas as variáveis que fazem determinada pessoa pensar de um jeito ou de outro. “Ele simplesmente não gosta de você, faça isso de determinado jeito, seja assim e assado.” Muitas vezes eu ainda me questiono se não seria mais feliz se não me questionasse tanto, se permitisse que tudo coubesse numa caixinha pré-moldada. Não, para mim as coisas não funcionam assim.</p>
<p>Hoje passei mais de uma hora conversando com o porteiro do meu prédio, que me contou da sua infância como cortador de cana em Pernambuco. Tempo tão corrido, que eu poderia ter adiantado várias coisas, visto um seriado, lido&#8230; sei lá. Mas foram justamente esses minutos que me fizeram pensar na imensidão da vida e de tudo que podemos viver. Ele foi me contando, humildemente, de onde veio e até onde chegou. De quando só tinha 1,70 pra comprar um chinelo que custava 2,50 e da sua casa hoje, com 2 quartos e uma laje, onde ele faz churrasco nos fins de semana. Quando ele terminou de falar tudo, eu virei pra ele e disse: “Você percebeu o quanto você é feliz? Para pra pensar em tudo o que você me disse e analisa de onde você veio e aonde você está hoje. Precisa de mais? Isso é felicidade! É comparar a sua vida de hoje com a sua vida de antes e ver o quanto você evoluiu, melhorou.” Ele se pegou assustado e disse que sim, realmente não fazia sentido reclamar, que ele era um homem de muita sorte, pois tinha tudo o que sempre sonhou um dia e que para ser mais feliz, só faltava o tão sonhado filho.</p>
<p>O que é a felicidade? As pessoas riem de mim quando digo que não vou ser rica. E é verdade, não tenho talento pra isso. E voltado a falar sobre a astrologia, nela eu aprendi que sim, somos todos diferentes e que essas diferenças precisam ser respeitadas. Não existem pessoas iguais e isso explica muita coisa. Isso faz com que eu entenda que não sou um extraterrestre perdido no Planeta Terra. Pelo contrário, tenho um mapa astral muito bem elaborado, cheio de desafios que cabem só a mim resolver. Nestas últimas semanas revivi muitas histórias, cresci muito e aprendi com tudo o que eu tentei me esconder a vida toda. Acredito que sim, no sofrimento aprendemos muito (se formos capazes) e não há razões para culpados, raivas e sentimentos negativos. A vida é uma evolução constante e basta você perceber se quer continuar cortando cana e reclamando da vida, ou pegar sua maleta, enfrentar o monstro da cidade grande e realizar o sonho da sua laje.</p>
<p>A felicidade está na sua cara, com luzes neon piscando pra você, mas você só vai conseguir enxergar no momento em que parar de olhar pro muro ao lado.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/hidraloe.wordpress.com/200/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/hidraloe.wordpress.com/200/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/hidraloe.wordpress.com/200/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/hidraloe.wordpress.com/200/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/hidraloe.wordpress.com/200/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/hidraloe.wordpress.com/200/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/hidraloe.wordpress.com/200/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/hidraloe.wordpress.com/200/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/hidraloe.wordpress.com/200/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/hidraloe.wordpress.com/200/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/hidraloe.wordpress.com/200/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/hidraloe.wordpress.com/200/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/hidraloe.wordpress.com/200/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/hidraloe.wordpress.com/200/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=hidraloe.wordpress.com&amp;blog=1840020&amp;post=200&amp;subd=hidraloe&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Devaneios.</title>
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		<pubDate>Thu, 24 Jun 2010 14:21:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Juliana França</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[As pessoas são mestras em saber o que é melhor para nós. O que tem de gente que acha que sabe o que eu devo ou não fazer, é algo absurdo, coisa de louco. E a minha mania de perguntar não termina. Minha vida é um livro aberto, mesmo que subjetivo, e todos acham que [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=hidraloe.wordpress.com&amp;blog=1840020&amp;post=197&amp;subd=hidraloe&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>As pessoas são mestras em saber o que é melhor para nós. O que tem de gente que acha que sabe o que eu devo ou não fazer, é algo absurdo, coisa de louco. E a minha mania de perguntar não termina. Minha vida é um livro aberto, mesmo que subjetivo, e todos acham que me entendem, que sabem o que é melhor pra mim. Já dizia o ditado: “Se conselho fosse bom, não era de graça.” E não sei, às vezes eu acho que não me encaixo nesse mundo, pelo simples fato de não conseguir ver certo e errado em determinadas situações. Certo e errado são tão subjetivos quanto a minha mente e eu sempre acreditei que fosse a exceção de toda regra, afinal, qual a graça de vir a este mundo só por vir? Eu consigo não ter raiva, simplesmente por entender. E isso me faz ter raiva de mim mesma em determinados momentos, em que tudo o que eu queria era pensar como uma pessoa normal, agir como uma pessoa normal e sentir como uma pessoa normal. Me lembro que uma vez fui utilizada como cobaia num estudo psicológico e eu dizia muito a palavra “normal” e a psicóloga ou aspirante a, sempre me perguntava o que significava “normal” para mim. Normal é tudo o que é padrão, tudo o que me irrita. E por incrível que pareça, eu me irrito fácil, me exponho muito e busco, constantemente, o sentido da vida. Pra que raios eu vim parar nesse planeta? Por que o meu Sol foi justo ser na casa 12 em oposição a minha Lua? E eu sou como uma incansável, em busca de respostas que não existem, fato. Em busca de pessoas que não me querem. Em busca de tudo o que é mais difícil e chato nessa vida. E não me digam o que fazer, pois eu sempre vou escutar, fazer de conta que entendi, mas, na verdade, ignorar.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/hidraloe.wordpress.com/197/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/hidraloe.wordpress.com/197/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/hidraloe.wordpress.com/197/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/hidraloe.wordpress.com/197/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/hidraloe.wordpress.com/197/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/hidraloe.wordpress.com/197/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/hidraloe.wordpress.com/197/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/hidraloe.wordpress.com/197/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/hidraloe.wordpress.com/197/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/hidraloe.wordpress.com/197/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/hidraloe.wordpress.com/197/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/hidraloe.wordpress.com/197/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/hidraloe.wordpress.com/197/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/hidraloe.wordpress.com/197/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=hidraloe.wordpress.com&amp;blog=1840020&amp;post=197&amp;subd=hidraloe&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>O conto da terapia.</title>
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		<pubDate>Wed, 23 Jun 2010 00:00:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Juliana França</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[Depois de muito pensar e analisar a conta bancária, decidi: era hora de terminar. Como sou péssima em dizer não, resolvi fugir, afinal, além de evitar o diálogo e possível combate, também economizaria uma boa grana, pois aquela sessão, mesmo que última, custaria dinheiro. Preparei meu discurso, vesti meu casaco e fui. Chegando lá ele [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=hidraloe.wordpress.com&amp;blog=1840020&amp;post=193&amp;subd=hidraloe&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Depois de muito pensar e analisar a conta bancária, decidi: era hora de terminar. Como sou péssima em dizer não, resolvi fugir, afinal, além de evitar o diálogo e possível combate, também economizaria uma boa grana, pois aquela sessão, mesmo que última, custaria dinheiro. Preparei meu discurso, vesti meu casaco e fui. Chegando lá ele me recebeu com um abraço afetuoso, senti sua barriga, que parecia ainda maior. Fazia somente um mês que eu estava fugindo e parecia que nesse tempo ele tinha comido um porco inteiro. Não sei porquê, mas psicólogos e professores de educação física gordos, nunca me passaram muita confiança, tipo médico que fuma, sabe? Dei aquele sorriso sem graça, de quem tem algo a dizer, olhei pela janela, era mais um daqueles dias cinzas e frios, tossi e comecei. Claro que a primeira escapatória foi falar do problema financeiro&#8230; Disse que exagerei no cartão de crédito nas férias e por isso tinha me afastado. Preferia não ir a não pagar. A verdade era outra e se ele fosse um bom terapeuta teria reparado. Eu estava cansada de ser hipnotizada sempre que me surgia um problema. Eu sou espertinha, eu sei, ele sabia, e nas viagens mentais que ele me propunha, eu tinha a sensação de estar me enganando, sempre. Contei o que tinha se passado nas últimas semanas, com um ar intelectual, como quem tivesse lido o artigo mais recente de arquétipos de Jung e disse que na verdade o meu interesse tinha mudado: o que eu queria mesmo era seguir uma linha mais analítica, buscar o meu centro, que há tempos eu tinha perdido e não conseguira encontrar nas regressões de vida passada e heranças familiares. Ele, prontamente e sem rodeios, me disse que esse era um grande sinal de evolução e que eu estava pronta para seguir um novo caminho. Ele quis dizer e disse, em alto e bom tom, que a partir daquele momento eu era o seu grande case de sucesso, que ele me daria alta, me redimindo de toda e qualquer culpa que eu pudesse sentir de ter abandonado a terapia. De uma certa forma saí dali feliz, afinal, não é qualquer um que recebe alta da terapia e eu tinha conseguido essa façanha. Dias depois descobri que ele fazia isso com todos que tentavam abandoná-lo. Era seu mecanismo de defesa, porque ninguém, nem mesmo os terapeutas, são perfeitos.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/hidraloe.wordpress.com/193/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/hidraloe.wordpress.com/193/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/hidraloe.wordpress.com/193/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/hidraloe.wordpress.com/193/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/hidraloe.wordpress.com/193/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/hidraloe.wordpress.com/193/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/hidraloe.wordpress.com/193/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/hidraloe.wordpress.com/193/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/hidraloe.wordpress.com/193/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/hidraloe.wordpress.com/193/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/hidraloe.wordpress.com/193/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/hidraloe.wordpress.com/193/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/hidraloe.wordpress.com/193/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/hidraloe.wordpress.com/193/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=hidraloe.wordpress.com&amp;blog=1840020&amp;post=193&amp;subd=hidraloe&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Carta do desassossego.</title>
		<link>http://hidraloe.wordpress.com/2010/06/17/carta-do-desassossego/</link>
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		<pubDate>Thu, 17 Jun 2010 01:17:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Juliana França</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[*Para ler escutando: Kings Of Convenience &#8211; Manhattan Skyline Sempre quando a noite vai caindo, o coração vai apertando com aquela força de quem insiste em correr atrás. Os olhos teimam em encarar o telefone como se algo fosse mudar com a vontade, que confesso, é imensa. E toda vez que ele toca, sinto um [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=hidraloe.wordpress.com&amp;blog=1840020&amp;post=190&amp;subd=hidraloe&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>*Para ler escutando: <strong>Kings Of Convenience &#8211; Manhattan Skyline</strong></em></p>
<p>Sempre quando a noite vai caindo, o coração vai apertando com aquela força de quem insiste em correr atrás. Os olhos teimam em encarar o telefone como se algo fosse mudar com a vontade, que confesso, é imensa. E toda vez que ele toca, sinto um pulsar diferente, de esperança, que logo se acaba quando vejo de quem é a chamada. Nunca é sua. Dizem que o tempo cura e eu sinceramente me pego pensando nisso, em que talvez eu preferisse que o tempo parasse, porque tenho medo de te esquecer e ser tarde demais. As suas coisas continuam separadas, no canto da minha sala, e até joguei uns papéis em cima, pra fazer de conta que elas não estão ali. Não sei se é normal isso, mas imagino que quem já sofreu por amor tenha sentido igual. O apetite some, o silêncio impera, mesmo em mim, tão falante, e a vontade de ficar em casa é cada vez maior. Eu penso em você a cada momento, mesmo tentando ocupar a cabeça com outras coisas. Voltei a meditar e rezar, me apeguei numa fé que crê que o melhor vai acontecer. Confesso que é confortante, tira qualquer responsabilidade das costas e acaba pesando menos. Tenho vontade de te ligar, saber como você está, se quer sopa ou sair pra jantar. Continuo vestindo as minhas melhores roupas, como se a qualquer momento fosse te cruzar pela rua. Continuo me lembrando do seu sono pela manhã, da textura dos seus cabelos e do azul dos seus olhos. Não, eu não vou ligar. Talvez o tempo apague, cure, ou até mesmo me apresente um novo amor. Dizem que ele, o tempo, é a solução pra tudo. É, eu vou tentar acreditar.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/hidraloe.wordpress.com/190/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/hidraloe.wordpress.com/190/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/hidraloe.wordpress.com/190/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/hidraloe.wordpress.com/190/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/hidraloe.wordpress.com/190/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/hidraloe.wordpress.com/190/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/hidraloe.wordpress.com/190/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/hidraloe.wordpress.com/190/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/hidraloe.wordpress.com/190/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/hidraloe.wordpress.com/190/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/hidraloe.wordpress.com/190/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/hidraloe.wordpress.com/190/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/hidraloe.wordpress.com/190/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/hidraloe.wordpress.com/190/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=hidraloe.wordpress.com&amp;blog=1840020&amp;post=190&amp;subd=hidraloe&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>De uma menina com uma flor.</title>
		<link>http://hidraloe.wordpress.com/2010/06/01/de-uma-menina-com-uma-flor/</link>
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		<pubDate>Tue, 01 Jun 2010 15:09:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Juliana França</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[Eu já tinha decidido, lá atrás, quando tivemos aquela conversa.  Um dia escutei da boca de outra pessoa o que teimava em não escutar de mim mesma e durante todo esse tempo eu teimei em afogar todos esses sentimentos aqui dentro pra me confundir, porque eu adoro me confundir, eu adoro não me entender e [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=hidraloe.wordpress.com&amp;blog=1840020&amp;post=187&amp;subd=hidraloe&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Eu já tinha decidido, lá atrás, quando tivemos aquela conversa.  Um dia escutei da boca de outra pessoa o que teimava em não escutar de mim mesma e durante todo esse tempo eu teimei em afogar todos esses sentimentos aqui dentro pra me confundir, porque eu adoro me confundir, eu adoro não me entender e eu adoro fazer drama, pois os palcos já não são para mim. Eu teimo em ser a menina com uma for de Vinícius, porque acredito que nasci para escutar tais palavras e ser tratada com tal esmero e zelo e acordar de manhã e ser recebida com sorrisos e beijinhos doces de bom dia, porque eu vejo tudo de maneira diferente e o mundo real é sim cruel para mim. Eu preciso sim de paixão de carinho e de flores, apesar de relutar, pois é o que quero, é a minha essência. E por ser uma menina com uma flor, a doçura trasborda a ponto de não conseguir dizer adeus e machucar duas pessoas que se amam de forma diferente. E me calo. E me vou. E me fecho, novamente.</p>
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		<title>Clarice e Leo.</title>
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		<pubDate>Mon, 19 Apr 2010 00:22:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Juliana França</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[Deitados na cama de manhã. Leo acorda e abraça Clarice. Clarice se vira e olha profundamente nos olhos de Leo. Os 2 se olham. Clarice diz calmamente: -       Acabou. -       Hã? Que? -       Acabou, Leo. -       Mas acabou o quê? -       Acabou isso. Acabou eu, você, a gente! -       Ta louca? Por que você ta [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=hidraloe.wordpress.com&amp;blog=1840020&amp;post=184&amp;subd=hidraloe&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Deitados na cama de manhã. Leo acorda e abraça Clarice. Clarice se vira e olha profundamente nos olhos de Leo. Os 2 se olham. Clarice diz calmamente:</p>
<p>-       Acabou.</p>
<p>-       Hã? Que?</p>
<p>-       Acabou, Leo.</p>
<p>-       Mas acabou o quê?</p>
<p>-       Acabou isso. Acabou eu, você, a gente!</p>
<p>-       Ta louca? Por que você ta falando isso?</p>
<p>-       Porque acabou, Leo. Você não percebe?</p>
<p>-       Não. Não percebo nada. Perceber o que? Não ta tudo certo?</p>
<p>-       Não. Não está. Não para mim.</p>
<p>-       Mas por que acabou? Por que você está dizendo isso, assim, do nada?</p>
<p>-       Porque acabou, Leo, e ponto. Na verdade nunca existiu. Existiu o eu, existiu o você, mas nunca existiu o nós, entende?</p>
<p>-       Não. Não entendo&#8230;</p>
<p>-       Eu preciso de paixão, Leo. Paixão de verdade para seguir, pra viver. E eu tentei acreditar todo esse tempo que essa paixão existia, mas não, ela não existe. Ela só existiu no meu desejo, na minha espera. Mas eu cansei. Cansei de esperar por algo que nunca vai acontecer, porque você nunca vai se entregar de verdade. E eu não posso viver assim, porque eu não sou assim! Eu te amo, Leo, mas acabou. Você nunca será capaz de dizer que me ama, e eu preciso disso! Eu preciso de amor, preciso de entrega, preciso de paixão, Leo. E eu cansei de viver essa história na minha imaginação.</p>
<p>-       Mas Clarice, eu gosto de você&#8230;</p>
<p>-       Eu sei disso. Eu sinto, mas é pouco. Esse gostar não é suficiente, não basta.. eu quero mais e você não consegue.</p>
<p>-       Você tinha falado que tudo bem, que entendia&#8230;</p>
<p>Levanta da cama e vai vestindo a roupa enquanto fala. Quando termina de falar, já está vestida e pronta pra sair.</p>
<p>-       Sim, mas desfalo. E digo que se realmente você gostasse de mim, a entrega não seria um problema. Então acabou, pois você não me ama e um só não pode sustentar uma relação que sequer existe.</p>
<p>Já na porta:</p>
<p>- Eu não queria que fosse assim, Leo, mas não vejo outra maneira das coisas serem diferentes&#8230; Te amo. (fecha a porta e vai embora)</p>
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