Publicado por: Juliana França em: setembro 1, 2011
Então tá, eu vou falar: faltava leveza, era isso. E agora, aqui, com todas essas caixas em volta, eu só penso nas cores desconexas que rodeiam a minha cabeça diariamente. E quando coloco o fone de ouvido é até perigoso, porque me perco, me desconecto do mundo, que, claro, não faz nenhum sentido.
Mais uma mudança para temperar ainda mais o ano que só está na metade. E eu rezando pra ele acabar logo, ou não. Foram tantas, em tantos sentidos e em tão pouco tempo, que ainda me sinto nauseada com a maré. Sabia que coisa boa não podia vir daquela onda que me carregou quando ofereci a oferenda à Iemanjá no início do ano. Sim, ela me afogou, numa tentativa de dizer: “Se segura, minha filha, que isso é só o começo!” Devia ter acendido uma vela, jogado mais flores no barco, bebido menos e não ter vomitado. Mas aconteceu, e ai?
E, novamente, a vida muda o caminho. Apaga tudo o que estava pré-planejado para me testar mais uma vez. Os astros dizem que tudo está tomando seu eixo agora. Ainda não fui em nenhum terreiro consultar o que pensa Iemanjá sobre isso. Mas na próxima virada de ano só sei de uma coisa: nada de oferendas. Aproveitei a onda de mudanças e também mudei as minhas crenças. E que venha o fim do mundo!