Publicado por: Juliana França em: junho 24, 2010
As pessoas são mestras em saber o que é melhor para nós. O que tem de gente que acha que sabe o que eu devo ou não fazer, é algo absurdo, coisa de louco. E a minha mania de perguntar não termina. Minha vida é um livro aberto, mesmo que subjetivo, e todos acham que me entendem, que sabem o que é melhor pra mim. Já dizia o ditado: “Se conselho fosse bom, não era de graça.” E não sei, às vezes eu acho que não me encaixo nesse mundo, pelo simples fato de não conseguir ver certo e errado em determinadas situações. Certo e errado são tão subjetivos quanto a minha mente e eu sempre acreditei que fosse a exceção de toda regra, afinal, qual a graça de vir a este mundo só por vir? Eu consigo não ter raiva, simplesmente por entender. E isso me faz ter raiva de mim mesma em determinados momentos, em que tudo o que eu queria era pensar como uma pessoa normal, agir como uma pessoa normal e sentir como uma pessoa normal. Me lembro que uma vez fui utilizada como cobaia num estudo psicológico e eu dizia muito a palavra “normal” e a psicóloga ou aspirante a, sempre me perguntava o que significava “normal” para mim. Normal é tudo o que é padrão, tudo o que me irrita. E por incrível que pareça, eu me irrito fácil, me exponho muito e busco, constantemente, o sentido da vida. Pra que raios eu vim parar nesse planeta? Por que o meu Sol foi justo ser na casa 12 em oposição a minha Lua? E eu sou como uma incansável, em busca de respostas que não existem, fato. Em busca de pessoas que não me querem. Em busca de tudo o que é mais difícil e chato nessa vida. E não me digam o que fazer, pois eu sempre vou escutar, fazer de conta que entendi, mas, na verdade, ignorar.