Publicado por: Juliana França em: junho 17, 2010
*Para ler escutando: Kings Of Convenience – Manhattan Skyline
Sempre quando a noite vai caindo, o coração vai apertando com aquela força de quem insiste em correr atrás. Os olhos teimam em encarar o telefone como se algo fosse mudar com a vontade, que confesso, é imensa. E toda vez que ele toca, sinto um pulsar diferente, de esperança, que logo se acaba quando vejo de quem é a chamada. Nunca é sua. Dizem que o tempo cura e eu sinceramente me pego pensando nisso, em que talvez eu preferisse que o tempo parasse, porque tenho medo de te esquecer e ser tarde demais. As suas coisas continuam separadas, no canto da minha sala, e até joguei uns papéis em cima, pra fazer de conta que elas não estão ali. Não sei se é normal isso, mas imagino que quem já sofreu por amor tenha sentido igual. O apetite some, o silêncio impera, mesmo em mim, tão falante, e a vontade de ficar em casa é cada vez maior. Eu penso em você a cada momento, mesmo tentando ocupar a cabeça com outras coisas. Voltei a meditar e rezar, me apeguei numa fé que crê que o melhor vai acontecer. Confesso que é confortante, tira qualquer responsabilidade das costas e acaba pesando menos. Tenho vontade de te ligar, saber como você está, se quer sopa ou sair pra jantar. Continuo vestindo as minhas melhores roupas, como se a qualquer momento fosse te cruzar pela rua. Continuo me lembrando do seu sono pela manhã, da textura dos seus cabelos e do azul dos seus olhos. Não, eu não vou ligar. Talvez o tempo apague, cure, ou até mesmo me apresente um novo amor. Dizem que ele, o tempo, é a solução pra tudo. É, eu vou tentar acreditar.
xii
li escutando the rat….
mudou tudo!
junho 29, 2010 às 3:10 am
É… Difícil esses momentos. Se tu acha que tomou a decisão certa, agüenta firme que dias melhores virão.
E enfrentar os problemas da vida no presente é sempre melhor do que ir empurrando com a barriga. Não tem os juros acumulando…
Beijos